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Música Poesia e Inspiração

Não me venha ensinar a voar;deixa-me aprender o bater das asas!
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Tudo o que reluz é ouro ou todo ouro reluz?

 Tudo o que reluz é ouro ou todo ouro reluz? 

Onde estará o horizonte que tanto procuramos enxergar e onde estão os sonhos que plantamos algum dia? O mais complicado de tudo é que nem sempre encontramos os frutos no mesmo lugar onde um dia plantamos a preciosa semente.


 
E talvez seja isso o que em determinados momentos nos torna tolos e desesperançados. Queremos ser tão notáveis diante dos homens e muitas das vezes esquecemos que a sabedoria está diante de nós para nos dizer e ensinar mais alguma coisa.

Nem sempre a nossa malícia em querer lucrar com a inocência dos outros produz um bom resultado e o ouro que almejamos conquistar as vezes é objeto de frustração para nós mesmos pois como diz o velho ditado: nem tudo o que reluz é ouro e nem tudo aquilo que balança cai.

Por isso os nossos sonhos estão guardados e só despontam quando num ato de sabedoria sabemos dizer “não” ao inimigo que usa suas armas de sedução para roubar de nós o horizonte que tanto procuramos.




Amar ou perdoar alguém parece um fardo pesado?

O talento dos pássaros


Há uma lenda que conta como foi que os pássaros criaram asas. Diz que eles haviam sido criados sem asas. Depois Deus fez as asas e as colocou diante deles dizendo:

Venham, peguem esses pesos e os carreguem. Os pássaros possuíam lindas plumagem e doce canto, gorjeavam belamente e suas penas cintilavam ao sol, mas não sabiam o que era cortar os ares.
 


 
A princípio, hesitaram ante a ordem de apanharem aqueles pesos e os carregarem, mas logo obedeceram, pegaram as asas com o bico e puseram-nas nos ombros, para melhor carregá-las. 

Durante algum tempo, o fardo pareceu-lhes muito pesado e difícil, mas de repente, quando iam carregando os pesos, suas pontas dobradas sobre o coração, as asas grudaram-se lhe nas costas, e logo descobriram que podiam utilizá-las, e foram levantados por elas nos ares. 
Os pesos se tornaram em asas.

Amar  ou perdoar alguém parece um fardo pesado?


Em muitas ocasiões sim,pois todo amor verdadeiro tem um preço que é nos despir de nós mesmos para fazer a vontade do nosso pai que está nos céus.As vezes  somos como os pássaros sem asas e os nossos deveres e tarefas são as responsabilidades que Deus nos dá durante uma vida essas responsabilidades podem ser comparadas aos  pequenos cotos de asa que a principio pode nos ferir mas depois de um grande aprendizado também pode nos elevar as alturas ao encontro de Deus.

Mas muitas das vezes olhamos para os nossos fardos e cargas pesadas e nos retraímos porque nada mais é tão difícil do que perdoar a alguém que nos tenha feito tanto mal e retribuir com um amor verdadeiro e sincero., 

Mas quando compreendemos o valor de certas atitudes do criador ao nos outorgar certas responsabilidades não devemos questionar o peso de algumas delas e sim aceitá-las com gratidão porque a nós foram confiadas certos desafios.

Deus só dá grandes desafios aos grandes homens! 

E se  tomamos isso como algo que hoje pode doer ou machucar mas aceitamos a missão sem reclamar,reconhecendo que  estamos sendo escolhidos como os melhores instrumentos as vezes contrariando as nossas vontades é porque sabemos que em se tratando de amor sempre haverá uma grande recompensa. 
 
Todo e qualquer fardo que nos é dado por Deus se o tomarmos de bom animo e o levarmos sobre o coração virá a tornar se uma bênção para nós porque toda a intenção de Deus ao nos outorgar uma tarefa  é também nos fazer  seus auxiliares em alguma missão.

Na carta de Paulo em segundo aos coríntios capitulo 4 versículos 8 e 9 há uma grande promessa quando nos diz que “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; Perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.”

Essa é toda a certeza que podemos amar e em nome desse amor suportar muitas adversidades mas temos a garantia de que jamais seremos destruídos por isso.

O amor tem um preço.

 O amor tem um preço. 

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Mas se sabemos que haverá o amanhã sempre deixaremos tudo para depois. Como já disse o poeta: O amanhã poderá não mais chegar. Então se é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã percebemos que o amor tem pressa de chegar na vida de alguém.


E quem será esse alguém que tanto espera por nós quando estamos mergulhados em nosso próprio anonimato hesitando abraçar a quem ainda nos parece tão desconhecido?
 
 
O que considerar diante de certos atos e atitudes que a princípio nos parecem tão efêmeros e sem necessidades? O que vemos de imediato talvez seja apenas o reflexo da dor que nos faz recuar diante de certas responsabilidades que muitas das vezes só nos faz constatar e reconhecer o quanto somos frágeis para assumirmos um desafio. 

Porém esquecemos que o amor também tem um preço e que nem tudo aquilo que nos parece imposto como castigo na verdade o é. Somos frutos de um amor incondicional que também nos delega responsabilidades. 

A maior delas: Amar o próximo como a nós mesmos e se já sabemos nos amar, certas dificuldades são apenas oportunidades para um novo aprendizado pois, quando ainda nos consideramos tão pequenos para abraçar novos desafios é então o momento em que eles surgem para nos mostrar o grande talento que carregamos dentro do peito.


Era 1967 e eu fui morar no fim do mundo.

 Era 1967 e eu fui morar no fim do mundo.


O ano era mil novecentos e sessenta e sete e talvez a minha primeira e grande aventura estivesse começando ali. Meu pai que era um homem muito precipitado em suas decisões, havia comprado o nosso terreno lá no fim do mundo onde até hoje vivemos. E até aquele momento havia enganado a minha mãe dizendo que a nossa casa lá no meio do mato estava pronta. Na verdade era só um cômodo construído nos fundos de um imenso quintal sem muros. Um cômodo feito sem alicerces, coberto de telhas francesas, com chão de barro batido e o lugar para se colocar uma janela e outro uma porta.
 
 
 

Naquela tarde quando o caminhão parou naquela rua esburacada hoje José Macedo de Araújo diante daquela invenção de meu pai tão afoito para descarregar a mudança, lembro-me que minha mãe chorou...  

Eu era apenas um menino de quatro anos de idade, tão franzino e inocente que não podia fazer nada para conter o choro tão sincero de minha mãe. Minha mãe era uma senhora muito pequenina que já tinha dois filhos e estava grávida de mais um e meu pai um homem alto e magrelo que decidido a fugir do aluguel e de confusões com vizinhos na cidade de Nilópolis onde até aquela data residíamos cometera aquela loucura.

Eu apesar de ter apenas quatro anos de idade nunca consegui me desvencilhar daquele instante em que minha mãe chorava para não ficar enquanto meu pai e os amigos que ajudavam na mudança tentavam convencê-la. Tão resignada minha mãe aceitou o desafio e eu querendo conformá-la de alguma forma naquele momento resolvi ajudar a descarregar a mudança e Fazendo um esforço terrível abracei o criado mudo vazio e cai com ele no meio da rua empoeirada e depois levantei pronto para driblar o destino que ansioso me esperava.

Era quase noite de um dia do ano de mil novecentos e sessenta e sete e estávamos chegando para viver em um lugar que minha mãe tão baixinha deu o nome de fim do mundo!

Quem é o medo e como expulsá-lo de dentro de nós?

                             Quem é o medo e como expulsá-lo de dentro de nós?


O medo é apenas uma voz interior que obedecemos a ela todas as vezes em que temos receios de projetar ou realizar alguma coisa. Porém existem grandes projetos que Deus coloca em nossos corações e quando isso acontece é porque ele mesmo os quer realizar.
 


Quando isso acontece é porque fomos privilegiados por ele para exercer alguma coisa a qual ele confiou unicamente a nós mesmos e espera que possamos executar algo com muita dedicação e idealismo para alcançar a perfeição.

Mas é exatamente nesse momento em que o medo se apresenta trazendo com ele as suas ideias de frustração. Entretanto mesmo quando somos ameaçados pelo medo que nos diz que algo não vai dar certo e não temos capacidade para isso ou aquilo, dentro de nós já existe a garantia de que ao menos devemos tentar.

Em Atos dos apóstolos capítulo 1 versículo 18 Jesus nos deu uma boa lição de coragem para enfrentarmos o medo que as vezes nos assola:"Mas recebereis poder ao descer sobre vos o espírito santo e sereis minhas testemunhas fieis tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra".

Se recebemos poder e temos a presença do Espirito Santo dentro de nós, já temos resposta para a pergunta que nos foi feita tantas vezes: "Quando eu crescer serei o protagonista do projeto ou da história que Deus desenhou para mim".

O que você quer ser quando crescer ?

                                    O que você quer ser quando crescer? 

Será que já conseguimos responder a essa pergunta a qual nos foi feita tantas vezes quando pequenos? Quando nos perguntavam isso é porque o autor da pergunta estava seguro e firmado em uma fé natural. Aquela fé que é vista pela ordem natural das coisas. Que um dia íamos crescer de alguma forma.

Entretanto o que o nosso entrevistador talvez não soubesse é que um dia também poderíamos crescer de forma sobrenatural contrariando a ordem natural das coisas.

Esse é um dos maiores segredos de Deus com aqueles que ama. Pois enquanto as pessoas tentam escrever a nossa história do seu jeito e baseando-se em coisas que podem ser alcançadas, Deus terá muito mais para impactar o mundo.


Um menino que iria derrotar um gigante?


Se quando Davi era menino alguém lhe perguntasse: "O que você quer ser quando crescer?" será que ele responderia "Um menino que vai derrotar um gigante”. Não, ele também talvez ainda não soubesse disso pois esse era um segredo de Deus para ele.

Mas Davi ainda era um menino quando derrotou o gigante. Entretanto naquele momento do embate com Golias não permitiu que o medo falasse mais alto que ele e revestido pela fé e confiança que tinha no seu Deus, deixou de ser menino sem resposta quando respondeu ao grande Golias com uma atitude que surpreendeu a todos.


Era 1967 e eu fui morar no fim do mundo.

Histórias Reais

 
 
 
O ano era mil novecentos e sessenta e sete e talvez a minha primeira e grande aventura estivesse começando ali. Meu pai que era um homem muito precipitado em suas decisões, havia comprado o nosso terreno lá no fim do mundo onde até hoje vivemos. E até aquele momento havia enganado a minha mãe dizendo que a nossa casa lá no meio do mato estava pronta. Na verdade era só um cômodo construído nos fundos de um imenso quintal sem muros. Um cômodo feito sem alicerces, coberto de telhas francesas, com chão de barro batido e o lugar para se colocar uma janela e outro uma porta.

Naquela tarde quando o caminhão parou naquela rua esburacada hoje José Macedo de Araújo diante daquela invenção de meu pai tão afoito para descarregar a mudança, lembro-me que minha mãe chorou...  

Eu era apenas um menino de quatro anos de idade, tão franzino e inocente que não podia fazer nada para conter o choro tão sincero de minha mãe. Minha mãe era uma senhora muito pequenina que já tinha dois filhos e estava grávida de mais um e meu pai um homem alto e magrelo que decidido a fugir do aluguel e de confusões com vizinhos na cidade de Nilópolis onde até aquela data residíamos cometera aquela loucura.

Eu apesar de ter apenas quatro anos de idade nunca consegui me desvencilhar daquele instante em que minha mãe chorava para não ficar enquanto meu pai e os amigos que ajudavam na mudança tentavam convencê-la. Tão resignada minha mãe aceitou o desafio e eu querendo conformá-la de alguma forma naquele momento resolvi ajudar a descarregar a mudança e Fazendo um esforço terrível abracei o criado mudo vazio e cai com ele no meio da rua empoeirada e depois levantei pronto para driblar o destino que ansioso me esperava.


Era quase noite de um dia do ano de mil novecentos e sessenta e sete e estávamos chegando para viver em um lugar que minha mãe tão baixinha deu o nome de fim do mundo!

Tony Caroll

Algum caçador online?

Quem era aquele menino que gostava tanto de caçar borboletas dentro do mato?


 Algum caçador online?Quem era aquele menino que gostava tanto de caçar borboletas dentro do mato?Algum caçador online que queira saber um pouco dessa história tão sublime?Algum caçador online que tenha coragem para libertar as borboletas que se debatem dentro da televisão do astuto carpinteiro?Você vai gostar de conhecer essa história...Algum caçador online para dizer alguma coisa ou sentenciar o homem que interrompia a vida das borboletas?


 O caçador de borboletas e sonhos



 Hoje descobri que o meu espelho usual está com algum defeito e lamento mostrar a ele um pouco de minha ingratidão. Pois, ele que ao longo do tempo me fez o favor de tão calado, refletir cada imagem que fora se transformando em diversas páginas de minha vida; parece que guardou para si a minha infância e, escondeu em meio a sua luz, aquele menino tão sonhador, que fazia dos matagais, o seu cenário; e nele, interpretava o seu melhor papel; que era o de caçar borboletas, sem nenhuma armadilha que não fossem as mãos e, sem nenhuma intenção em feri-las; embora muitas das vezes, esmagando algumas delas e, experimentado o gosto amargo do remorso que lhe fazia sentir o rosto queimar pelas lágrimas que lhe escorria dos olhos; ali mesmo dentro do mato, escondido.

Caçava-as por amor e admiração; sem mesmo se importar com o prenúncio de suas histórias. Caçava-as inebriado pela beleza tão rara e singela, sem se importar com o percurso ou o desfecho de suas histórias. Caçava-as porque as queria para si, sem imaginar o quanto estava sendo egoísta. Caçava-as e mesmo sem querer escrevia um triste “fim” em seus ciclos de vida; e mesmo assim, caçava-as.

E quando findava o dia, e a imensa escuridão da noite não lhe permitia mais enxergá-las dentro do mato, ele ainda as assistia dentro daquela televisão que era obra dele mesmo; um aprendiz de carpinteiro, que aspirava ser eletricista, e queria enfeitar a vida com beleza e poesia.

E a sua televisão era apenas uma invenção artesanal; uma caixinha tão pequena feita com sarrafos de madeira, cola, pedaço de plástico colorido e, que na sua sapiência de menino sonhador, ganhava iluminação através de um furinho em uma de suas laterais, o qual abrigava uma lâmpada tão minúscula que carregada por uma pilha de rádio, a fazia ter o aspecto de algo que, na época estava tão aquém das possibilidades de alguém que era apenas mais um, a sonhar com alguma coisa em meio a tantas adversidades; uma delas, a falta de energia elétrica naquele bairro tão esquecido lá no fim do mundo.

Hoje que já sei que, as borboletas surgem de uma lagarta, desenvolvem-se dentro de um pequeno casulo, batem as asas esforçando-as para fortalecê-las, e depois saem para o primeiro voo que dá início a outros tantos, numa existência tão simplória de apenas vinte e um dias, queria reencontrar aquele menino para contar-lhe tudo isso; dizer-lhe que a história das míseras borboletas que aprisionava em sua televisão feita de sonhos, tinha começo, meio e fim e que por muitas das vezes era ele quem mutilava o sonho de vida de algumas delas quando, embaixo do cobertor adormecia encantado olhando-as a se debaterem suplicando liberdade.

Queria reencontrar o menino, não para acusá-lo por sua atitude tão cruel, por impedir que as borboletas vivessem seus vinte e um dias, e que por muitas das vezes ele não as permitiu viver mais que um ou dois, pois nunca soube há quanto tempo haviam se libertado do casulo e novamente as obrigava a machucar as asas, dentro daquela invenção de carpinteiro.

Queria reencontrá-lo, não para condená-lo por muitas das vezes ter acordado pela manhã e encontrar uma delas tão imóvel dentro daquela caixinha com cheiro de fúnebre.

Queria reencontrá-lo não para impedi-lo de novamente adentrar no matagal e caçar quaisquer outras vítimas que pudesse interpretar tamanha beleza para ele.
  
Queria reencontrá-lo para, sobretudo lhe dizer que: As borboletas são tão frágeis como ele, sensíveis como ele, e que elas, após a dor da metamorfose e a prisão do casulo, simplesmente voavam, enquanto ele dava asas a sua imaginação.

Ah, se eu pudesse encontrar aquele menino tão apaixonado pelas borboletas; que nunca havia se dado conta de suas histórias...

Mas o espelho o escondeu e, hoje me mostra apenas um rosto tão cheio de rugas, envelhecido pelo tempo que passou tão devagar dentro daquela cela fria, onde o mundo podia lhe ver através da televisão de verdade; enquanto ele, não podia ver o mundo.


E o meu espelho tão desinteressado se despede de mim, com a desculpa de que precisa voltar ao tempo, e que isso requer muito sacrifício, pois, até reencontrar o menino que ficou perdido no tempo e encantado pelas borboletas lá dentro do mato, será preciso reviver muitas outras histórias que não valem a pena recordar...

Porém, mesmo sem vê-lo, tenho a certeza que ele não fugiu do espelho, assim como nenhuma daquelas míseras borboletas nunca fugiam da sua televisão.
 




Este conto faz parte do livro "Ternura coração e fotografias" e está protegido Lei de direitos autorais lei de direitos autorais.Todos os direitos de publicação estão reservados ao autor.




 


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